Promotoria decreta SIGILO em investigação contra o prefeito Laurinho Maia: MPE apura supostos crimes políticos e uso da máquina pública em Catolé do Rocha

A crise política em Catolé do Rocha acaba de ganhar um capítulo ainda mais explosivo. A Promotoria Eleitoral da 36ª Zona colocou em SIGILO o procedimento que apura as suspeitas de que o prefeito Laurinho Maia teria cometido promoção pessoal ilegal, propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder para impulsionar a pré-candidatura de sua esposa, Geska Maia, ao cargo de deputada estadual.

O caso, registrado sob o número 001.2025.117054 no Ministério Público Eleitoral da Paraíba, já é considerado um dos processos mais sensíveis da região, e o sigilo imposto apenas fortalece a gravidade do que está sendo investigado.

Sigilo não é rotina, é alerta. E o alerta está aceso.

Quando o Ministério Público decreta sigilo em um procedimento eleitoral, é porque as suspeitas ultrapassam o campo das “simples irregularidades”. Estamos diante de uma investigação que pode atingir diretamente o núcleo político e administrativo da gestão municipal.

O sigilo significa que o MPE avalia que há risco de interferência, necessidade de preservação de provas e potencial impacto eleitoral caso detalhes sejam divulgados. Em outras palavras: é coisa séria.

O que pesa contra Laurinho Maia

A denúncia que motivou o procedimento afirma que o prefeito:

Usou perfis pessoais e institucionais para enaltecer sua esposa em publicações com claro teor eleitoral;
Associou eventos públicos, obras, solenidades e ações oficiais da prefeitura à imagem da pré-candidata;
Teria transformado a comunicação institucional em plataforma de campanha, violando o artigo 37 da Constituição, a legislação eleitoral e decisões consolidadas do TSE;
Pode ter promovido captura da estrutura pública para fins político-eleitorais, uma das acusações mais graves que um gestor pode enfrentar em ano pré-eleitoral.
Contexto ainda mais tenso: suspeitas acumulam pressão sobre a gestão

A investigação do procedimento 001.2025.117054 não surge isolada. Ela se soma a:

Irregularidades apontadas pelo TCE-PB nas contas da prefeitura;
Gastos milionários e controversos com “ajuda de custo” em ano pré-eleitoral;
Questionamentos sobre contratos e licitações;

Uma gestão cada vez mais cercada por dúvidas e denúncias.

O sigilo, nesse cenário, funciona como uma cortina que oculta, por enquanto, detalhes que podem estremecer ainda mais o ambiente político local.

Consequências podem ser devastadoras

Se o MPE entender que há elementos suficientes, Laurinho Maia poderá enfrentar:

AIJE por abuso de poder político;
Multas pesadas por propaganda eleitoral antecipada;
Abertura de ações que podem levar à inelegibilidade;
Responsabilização por violar princípios basilares da administração pública, como a impessoalidade.

Os reflexos podem alcançar, inclusive, a própria pré-candidatura de Geska Maia.

Catolé do Rocha observa e cobra respostas

O sigilo decretado pelo Ministério Público não silencia a sociedade. Pelo contrário: amplia a cobrança por transparência e coloca ainda mais pressão sobre uma gestão já desgastada por gastos controversos, denúncias e críticas crescentes.

O Araponga Notícias e o Blog Catolé Online seguirá acompanhando cada movimento, cada despacho e cada desdobramento do procedimento 001.2025.117054.

Porque, quando a máquina pública vira instrumento eleitoral, quem paga a conta, sempre, é o povo.

Com a fonte: Araponga Noticias

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