Uma grave denúncia de uso indevido de bens e servidores públicos foi protocolada na Ouvidoria do Ministério Público da Paraíba (MPPB) contra o prefeito de Catolé do Rocha, Laurinho Maia (Lauro Adolfo Maia Serafim).
A noticia é do Araponga Noticias
Conforme o documento, máquinas e funcionários da Prefeitura teriam sido utilizados na construção de uma pista de vaquejada particular, localizada dentro da Fazenda São Domingo, propriedade do próprio gestor.
A denúncia, acompanhada de fotos e vídeos enviados por moradores da zona rural, mostra tratores e retroescavadeiras da Prefeitura de Catolé do Rocha executando serviços de terraplenagem no interior da fazenda, com participação de servidores municipais durante o expediente.
Segundo os denunciantes, o espaço vem sendo preparado para sediar uma vaquejada particular no final de novembro, organizada pelo próprio prefeito.
Moradores afirmam que, enquanto isso, pequenos agricultores e comunidades rurais enfrentam graves dificuldades para conseguir o apoio da prefeitura em serviços básicos, como abertura de barreiros e recuperação de estradas vicinais.
“As máquinas e os funcionários estão todos na fazenda do prefeito, trabalhando para ele, enquanto o povo das comunidades continua esquecido”, relatou um morador, que pediu sigilo de identidade por medo de perseguições políticas.
O Araponga Notícias confirmou que a denúncia foi oficialmente protocolada na Ouvidoria do Ministério Público da Paraíba e, conforme informações apuradas, será distribuída à Promotoria de Justiça de Catolé do Rocha para investigação rigorosa dos fatos.
O documento solicita que o Ministério Público:
Instale procedimento investigatório para apurar a denúncia;
Requisite informações oficiais à Prefeitura sobre o deslocamento das máquinas públicas;
Identifique e ouça os servidores municipais envolvidos;
Realize vistoria in loco na Fazenda São Domingo;
E, caso confirmadas as irregularidades, proponha ação de improbidade administrativa e responsabilização criminal contra o prefeito Laurinho Maia.
A representação destaca que o ato, em tese, viola os princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade administrativa, previstos no artigo 37 da Constituição Federal, podendo configurar ato de improbidade nos termos da Lei nº 8.429/1992.
Repercussão
A denúncia já repercute intensamente nas redes sociais e em grupos de mensagens da região, provocando forte indignação popular. Moradores exigem transparência e pedem uma resposta rápida das autoridades de controle, diante do que consideram um claro abuso de poder.

