Uma suspeita de estupro a um aluno autista dentro de uma escola da rede municipal de João Pessoa está sendo investigada pela Polícia Civil. O caso teria ocorrido nesta semana, se tornando público apenas nesta sexta-feira (14).
Ao ClickPB, o delegado Diego Garcia, da PC, confirmou o caso e informou que outros dois alunos, menores de idade, são suspeitos de terem praticado os atos. Eles ainda não foram identificados.
Também de acordo com o delegado, os episódios de estupro vinham sendo cometidos de forma rotineira, em uma escola do bairro Tambauzinho. A família do aluno supostamente abusado sexualmente registrou Boletim de Ocorrência (B.O.) junto à Polícia Civil.
Diego Garcia também revelou que o aluno com Transtorno de Espectro Autista (TEA) passou por exame sexológico e escuta multiprofissional no Instituto Médico Legal (IML), no Cristo Redentor.
A PC segue com as investigações para, assim que o caso for apurado, instaurar inquérito policial e prosseguir com as medidas legais cabíveis. Em nota à imprensa, o Instituto Médico Legal (IML) informou que o caso está sob segredo de Justiça.
“NOTA À IMPRENSA:
Menor E.G.G.B.N.L realizou exame médico-legal sexológico no Instituto de Medicina Legal de João Pessoa/PB. O caso segue em investigação pela Polícia Civil do estado Paraíba, sob a responsabilidade da Delegacia Especializada da Infância e Juventude da Capital e a lei determina segredo de justiça ao caso.
Flávio Fabres
Perito Oficial Médico Legal
Chefe do IML”
O ClickPB também entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura da Capital. Em nota, a pasta informou que ainda não foi notificada sobre o caso, mas que acionou a PC para investigar o crime, destacando que manterá a situação como “prioridade absoluta a segurança e a integridade física, emocional e psicológica dos estudantes”. Leia:
Nota
A Secretaria de Educação e Cultura de João Pessoa (SEDEC) informa que até as 13h desta sexta-feira (14) não foi notificada sobre nenhum suposto caso de violência sexual — seja envolvendo crianças e/ou adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), laudadas ou não — em qualquer unidade da Rede Municipal de Ensino.
A SEDEC esclarece ainda que todas as crianças e/ou adolescentes com TEA são acompanhadas por cuidadores e que nenhum profissional comunicou qualquer ocorrência dessa natureza. Ainda assim, diante da gravidade das informações veiculadas, a Secretaria acionará imediatamente a Polícia Civil para que os fatos sejam apurados com rigor, mantendo como prioridade absoluta a segurança e a integridade física, emocional e psicológica dos estudantes.
A Prefeitura de João Pessoa reafirma seu compromisso inegociável com a proteção de crianças e adolescentes, com a transparência e com o respeito às famílias da nossa rede. Toda e qualquer denúncia será tratada com seriedade, responsabilidade e total colaboração com as autoridades competentes.”