Tribunal de Contas derruba recurso contra o prefeito de Catolé do Rocha e confirma irregularidades em compra milionária de combustíveis

Catolé Online – Deu ruim mais uma vez para a gestão do prefeito Laurinho Maia em Catolé do Rocha. O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba bateu o martelo e negou o recurso apresentado pelo prefeito Lauro Adolfo Maia Serafim.

Com isso, ficou mantida a decisão que aponta irregularidades numa contratação milionária de combustíveis e óleos lubrificantes, que passa dos R$ 5,3 milhões.

Segundo o tribunal, a gestão municipal errou feio no planejamento da licitação, que acabou dando errado. Depois do fracasso do pregão eletrônico, a própria prefeitura decidiu contratar diretamente uma empresa, sem licitação — o que acabou gerando multa para o prefeito.

VEJA AQUI NO LINK O JULGAMENTO DESTA SEMANA 

RELEMBRE AGORA ABAIXO COMO COMEÇOU TODA ESSA NOVELA:

Preço despencou e levantou suspeita

Durante a disputa do pregão, os preços oferecidos chegaram a cair de forma absurda. Teve gasolina que saiu de R$ 6,10 para R$ 3,59 e diesel de R$ 6,40 para R$ 3,79.

Depois, a própria empresa disse que tinha cometido “equívoco” e não sustentou os valores apresentados.

O problema, segundo os órgãos de controle, é que a prefeitura não verificou se os preços eram viáveis no momento certo, como manda a lei.

Empresa que causou problema acabou contratada

E aí vem o ponto que mais chamou atenção da auditoria.

A mesma empresa que provocou o fracasso da licitação acabou sendo contratada logo depois, através de dispensa de licitação, com valores até maiores do que os apresentados antes.

Mesmo com a irregularidade apontada, a prefeitura aplicou apenas uma advertência à empresa, punição considerada leve demais pelos órgãos de controle.

Pagamentos continuaram acontecendo

Segundo levantamento da auditoria do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, os pagamentos à empresa continuaram acontecendo normalmente, já somando cerca de R$ 3,4 milhões.

Para o tribunal e para o Ministério Público de Contas da Paraíba, ficou claro que houve falha grave na condução do processo e na contratação direta feita pela gestão municipal.

Com a decisão desta semana, o tribunal deixou claro que não houve nenhum fato novo capaz de mudar o entendimento do caso, mantendo a condenação da gestão do prefeito.

O episódio agora entra para a lista de polêmicas administrativas envolvendo recursos públicos na cidade de Catolé do Rocha.

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