A suspensão temporária dos atendimentos no Centro Especializado em Reabilitação (CER II) de Catolé do Rocha, no sertão da Paraíba, tem gerado preocupação entre pais e responsáveis por crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições que necessitam de acompanhamento contínuo.
É o que apurou o repórter Sombra do Catolé do Online através de relatos de populares e um comunicado oficial da prefeitura municipal.
De acordo com comunicado oficial, os atendimentos estarão suspensos entre os dias 04 e 31 de maio de 2026, em virtude da reorganização do serviço e da inauguração da nova sede da unidade.
Apesar da justificativa, a interrupção dos serviços levanta um questionamento urgente: como ficam os pacientes que dependem de atendimento regular durante esse período?
⚠️ Impacto direto nas famílias
Para muitas crianças atendidas pelo CER II, o acompanhamento não é opcional — é essencial. Terapias como fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional e atendimento psicológico fazem parte da rotina e são fundamentais para o desenvolvimento.
A interrupção, mesmo que temporária, pode causar:
Retrocessos no desenvolvimento
Aumento de crises comportamentais
Prejuízos na comunicação e socialização
Sobrecarga emocional nas famílias
Pais relatam preocupação com a falta de alternativas durante esse período, principalmente para aqueles que não têm condições financeiras de arcar com atendimento particular.
🏥 Falta de plano emergencial
Outro ponto que chama atenção é a ausência, até o momento, de um plano emergencial claro para garantir a continuidade do atendimento.
Não foram divulgadas medidas como:
Encaminhamento para outras unidades
Atendimento domiciliar ou remoto
Parcerias com clínicas privadas
Reposição das sessões perdidas
Essa lacuna aumenta ainda mais a insegurança das famílias.
📢 Cobrança por soluções
Diante da situação, cresce a cobrança por parte da população para que o poder público apresente alternativas viáveis. A reorganização do serviço e a inauguração de uma nova estrutura são avanços importantes, mas não podem ocorrer à custa da interrupção total do atendimento de quem mais precisa.
Especialistas reforçam que, no caso de crianças com TEA, a continuidade do tratamento é fundamental, e pausas prolongadas podem comprometer meses de evolução.
🔎 Conclusão
A suspensão do CER II em Catolé do Rocha expõe um problema recorrente na gestão pública: a dificuldade em equilibrar melhorias estruturais com a manutenção dos serviços essenciais.
Enquanto a nova sede não é inaugurada, a pergunta que permanece é:
👉 Quem vai cuidar das crianças que não podem esperar?